sexta-feira, 29 de maio de 2009

CURRÍCULO ARTÍSTICO - RESUMIDO


CURRÍCULO ARTÍSTICO

Nome: Elieni Tenório Soares Gomes
Nome Artístico: Elieni Tenório
Endereço: Av. Rodolfo Chermont, Res. Ipuan, Rua: A, nº. 38
Bairro: Marambaia - CEP: 66.615-180 – Belém-Pa
Fone: (91) 3231-5515 / 8142-8502
E-mail: elienitenorio@yahoo.com.br
Site: http://www.culturapara.art.br/ / http://www.portalcultura.com.br/
Blogger: elienitenorioartplast.blogspot.com
MSN: elienitenorio28@hotmail.com

Elieni Tenório, nascida em Mazagão – AP (1954), vive e trabalha em Belém-PA. Cursou Extensão em Laboratório e Pesquisa de Artes Plásticas na UFPA - Universidade Federal do Pará; Membro do Conselho Cultural da Fundação Ipiranga. Ao longo de sua carreira, já realizou 23 individuais no Brasil e exterior, destacando-se “Obsessão”, Galeria Bellevue-Saal, Wiesbaden, Alemanha. Participou de 04 bienais (8ª Bienal Naifs do Brasil Entreculturas, convidada da Mostra “Matrizes Populares”, Piracicaba - SP; 1ª Bienal Internacional de Sorocaba – SP; XIV Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira, Portugal; e 4ª Bienal de Gravura de Santo André - SP). De 52 coletivas, dentre as quais: “Projeto Prima Obra 2000”, Galeria da Funarte, Brasília - DF; “Traços e Transições”, Casa das Onze Janelas, Belém - PA; “Evidências”, Kunsthaus, Wiesbaden, Alemanha. E de 49 salões em nível regional, nacional e internacional, dentre os quais: “I Salão Internacional de Minigravura”, Vitória - ES; “VII e VIII Salão de Artes de Itajaí” - SC; “XXXIII Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba”, São Paulo - SP; “X SAMPA – Salão Municipal de Artes Plásticas”, João Pessoa - PB. Recebeu várias premiações, destacando-se o 2º Grande Prêmio do XXV Salão Arte Pará. Obras em acervo: Museu do Estado do Pará – MEP, Museu de Arte de Belém – MABE, Casa da Memória/UNAMA, Fundação Rômulo Maiorana, MABEU, ESTACON, Galeria Elf, Dragão do Mar - Fortaleza - CE, Espaço Cultural do Banco da Amazônia, Museu Casa das Onze Janelas, Instituto de Artes do Pará , Museu da Universidade Federal do Pará, Pinacoteca Municipal de Atibaia – SP, Museu de Arte Contemporânea da Bienal de Vila Nova de Cerveira – Portugal, e Secretaria de Cultura de Wiesbaden- Alemanha. Atualmente, desenvolve pesquisa utilizando diversas técnicas e suportes visando ampliar o seu universo plástico e as formas com as quais representa as práticas femininas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"Apagão=Luzes e Travas"

Sem poder te ver Fechado pra balanço Por um fio
CalcogravuraCalcogravuraCalcogravura
“Apagão= Luzes e Travas”

Elieni Tenório iniciou a sua carreira artística em 1989, em Belém, participando de coletiva no Centur. Evoluiu (1997) para o cotidiano da periferia, e, nesse contexto de outros tons, outros sons, novas comédias, muitos dramas, conheceu a mulher suburbana. Mulher da vida fácil, ou difícil, que como outra mulher da zona central, tem sonhos e fantasias éticas, poéticas, zootécnicas, amorosas, anormais. Elieni Tenório é a cronista (e testemunha) desse visual mais carente, em certo sentido resolvido com as receitas do cotidiano (solidário) popular que mostra a sua cara além de São Braz. Coerentemente, Elieni Tenório mostra “sem voltagem” (sem volta), “à noite todos os gatos são pardos (e a puta também)”, “sem energia” (???), “uma volta” (da luz elétrica à vela), “ vergonha” ( escondendo o rosto) .... Elieni Tenório foi a vencedora do Salão de Pequenos Formatos de 1997, deste CCBEU, e retorna com as versões recentes do seu povo.



Gileno Müller Chaves.
Curador
Belém, janeiro de 2002.

Sobre a Pele - Resultado Bolsa de Pesquisa (IAP)




Instalação de Parede e Piso (Objetos sobre a Pele)


Sobre a Pele

Elieni Tenório se encontra familiarizada com processos gráficos e tridimensionais, mas sua pesquisa é de outra natureza. A artista não discute a forma, detém-se no universo feminino. Com o projeto Sobre a Pele percorre o cotidiano da mulher, concentra-se no vestuário íntimo, no corselete que pode ocupar o corpo do manequim, tornar-se peça escultórica ou emigrar para o caderno de anotações, adquirindo um valor gráfico que transforma a anotação em livro do artista,
O processo investigativo é composto pela pesquisa dos vários suportes em que a obra se apresenta e pela diversidade de materiais utilizados: moldes, rendas, entretela, organzas, fechos e meia calça. Obsessiva, Elieni faz e refaz o trabalho inúmeras vezes, da mesma maneira que constrói e reconstrói os compartimentos da própria casa. Vida e obra se entrelaçam. Índices de intensa sexualidade percorrem o universo feminino, cobrem de sensualidade as configurações arredondadas de seios e quadris que impregnam o corselete. A mulher ausente da peça exposta, virtualmente, impõe-se à forma.

Mariza Mokarzel
Curadora
Belém - 2009

Sobre a Pele-Itaú Cultural


Objetos (Itaú Cultural Rumo Visuais)


Sobre a pele

A artista tem uma poética que une a artesania da costura e a pesquisa de materiais e remete às discussões contemporâneas sobre corporalidade.
A instalação Sobre a Pele apresenta mapas investigativos de compreensão do corpo e discute uma segunda pele. Ambas, seja a roupa seja pele, estabelecem o limite, ou as relações entre o sujeito e o mundo.

Paulo Reis
Curador
São Paulo - 2009

Sobre a Pele


Objetos sobre a pele Objetos sobre a pele Objetos sobre a pele


SOBRE A PELE

O universo feminino é acionado para introduzir uma reflexão sobre a especificidade do corpo da mulher. Elieni Tenório compõe sua instalação Sobre a Pele elaborando peças que, em primeiríssima instância, parecem ter sido feitas para vestir, com aparência de corselets, tops, frentes-únicas, mas que no momento seguinte revelam-se inadequadas para o uso. Em tons cor de pele, com detalhes que indicam marcas, percursos para costuras e cortes, estes objetos surgem como territórios em que o corpo foi índice para uma desconstrução.
Dos princípios para a modelagem de roupas, Tenório torce, alarga, reconfigura sua percepção, insinuando fendas, volumes, aberturas que sugerem partes do corpo corriqueiramente associadas ao sexo e ao prazer. O trabalho transcende a indumentária para ocupar o papel de uma segunda pele em que o corpo se configura como lugar de mistério. Se este corpo é impreciso, o que interessa à artista é que ele pode ser acessado por meio das sugestões contidas nos bojos, nas fendas, volumes e reentrâncias.
A pintura de Elieni Tenório se põe como couro estendido. É uma panóplia do corpo (ou o corpo mesmo, representado). [panóplia = armadura]. A pintura é pele decorticada como molde da segunda pele [a roupa]. O corpo fragmentado costura uma totalidade que identifica hipóteses de vestígio do sujeito.
Paulo Herkenhoff
Curador
Belém - 2006

SOBRE A PELE


“Depois de cortar e modelar, a pintura de Elieni Tenório é a segunda pele. Essa roupa, mais que cobrir ou velar, revela sentidos do corpo. O molde, com suas linhas e pontilhados, ajusta imagem e desejo. A roupa seria uma espécie de arquitetura do ser.”

Paulo Herkenhoff
Curador
Belém - 2005

Linhas, agulhas e moldes: arquiterura do ser


Objeto (Instalação de Parede) Objeto (Livro-Instalação de Parede) Objeto (Livro)


LINHAS, AGULHAS E MOLDES: ARQUITETURA DO SER

As obras testemunham a sua experiência de vida, seu imaginário criativo, facultando, não só revelar as emoções, sensações, idéias, mas a permitir que as abstrações, agora, se ocupem de deixar que o suporte se molde e se acomode entre linhas, colagens e tramas.
A obsessiva tensão que as linhas apresentam, ora pelo traço, ora pelas incursões das costuras, reforça a idéia de que a mesma arquiteta o interior que luta por não se ocultar mais.
O que Elieni extraiu?
Consciente ou inconsciente, a condução desta face emerge da sua condição humana, irreverente consigo mesma. Suas mulheres, seus espaços antes povoados de pessoas que retratam o seu universo familiar de festas, com ambientes urbanos e interioranos se transformam em espaços geometrizados, de aparente solitude, com mulheres no centro que se mostram, que querem ser percebidas.
Surgiram os flecho e clair que, pouco a pouco, foram se abrindo e desmanchando os personagens, diluindo-os em emaranhados de fios indiciando um outro sentido de sua existência – a “pele interna” – que se apresenta como um acontecimento orgânico, incerto do que há por vir, mas essencialmente, certa do poder de suas entranhas, refletindo e se afirmando em não recusar a servir a si mesma.

Sandra Christina F. dos Santos
Curadora da Exposição
Belém - 2007

"Na agulha palavras alinhavadas-Linhas Ilhós Ilharte"


Série: Na agulha palavras alinhavadas
Costura s/tecido Costura s/tecido Costura s/tecido


“NA AGULHA PALAVRAS ALINHAVADAS - LINHAS ILHÓS ILHARTE”


Sob medida vestida de obsessão e agora ponto a ponto exposição identidária da relevante elieni tenório que faz do cotidianoroupa a síntese de seu trabalho visual costurar a arte com os tecidos do universal feminino em agregação com o masculino seu ethos cultural em que usa refegos refogado gregas rendas que rendem organzas esticadas nos bastidores suporte magias articuladas nessas ferramentais permanentes das tarrafas e tarefas que se propõe atarefadamente mentindo a dor que deveras sente quando alia a chitatecido num corpo num copo seu corpus em cores vivas entremeadas de elementos telas lonas lolonas telonas imagens linhas traços gomas engomadas costuras e linhas alinhamentos no buraco da agulha alfinete espinho de tucumãzeiro entre fios enfios nos grandes lábios femininos costurados interditados deitados que se abrem para a próxima fase fase? inexiste é sempre retroalimentação que se inova na renovação homem/mulher instamento social tipo popular trabecular ósseo num papel de parede em que elieniartistatenório provoca e cutuca as coisas e saem dobras brechas brechós beiços propostas pré postas ontologias que se inflectem morfologicamente homiziadas nesse teatro mental que elieni instiga efetiva e afetivamente daí os figurinos figurantes óculos escuros nas vagas vagabas e travestimentas inventadas deo de deo pradedeu produto cultural mexelão combinação feminina traje que anavalhado de cheiro cheiroso cheira a inajá na escápula do quarto rede que range buchuda naquela hora ah elieni pari habilidade com esses moldes moleladores ressemantizados que mordem um ideal dedal de tinta fresca na roupa que virou bóia no armazém aviador otimize e siga em frente treinando sua memória andaço fragmento alimento cultural esta individual exposição ponto a ponto de elieni tenório segue o trato concreto práticas humanas não apenas femininas linhas gráficas revestindo a superfície das telas mapeando e moldando as peles todas marambaiasipuansmussuansletrasaconjuntasdisjuntadasmeiastrenas treinas meu amor? E jogas? Com manequins imagem mítica para contemplação reflexiva conexão linguagem mito detalhes delicados tamanhopeçaaberturacentrodascostasdafrentemoldesemordescosturaazeitacosemáquinae
ntretelasntretê-lasabra ascasaspreguebotõeschuleieleiebainhatulerendafranzaoforro e nesse avesso encontre a arte de elieni tenório desembainhada e delicadamente segura no papel poema passarela da vida elienilinhas no rastro do signo dissolvente o provisório que fica continuum na enformação livre que faz suportar a realidade vivencial artevida atrevidamente em risos
sizos serzidos.



Salomão Larêdo
Escritor e jornalista
Belém - 2005